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Coluna Salvando vidas

A importância do treinamento de ressuscitação cardiopulmonar (rcp) em leigos

Todo ano 400 mil pessoas morrem de infarto no Brasil. Cerca de 90% das vítimas de PCR (Paradas Cardíacas ou Paradas Cardiorrespiratórias) vão à óbito antes de chegarem a uma unidade de saúde.

25/08/2021 14h05 Atualizada há 2 meses
Por: Jairo Rocha
Foto: reprodução Google
Foto: reprodução Google

Todo ano 400 mil pessoas morrem de infarto no Brasil. Cerca de 90% das vítimas de PCR (Paradas Cardíacas ou Paradas Cardiorrespiratórias) vão à óbito antes de chegarem a uma unidade de saúde. 

Segundo estatísticas, 86% dos casos ocorrem nos lares e 14% em vias públicas ou em lugares de grande concentração de pessoas. 

Outro dado importante é que, mais de 50% das PCR são assistidas por um adolescente ou por uma criança, sem nenhum adulto por perto.

A PCR é a interrupção da circulação sanguínea, consequência da interrupção súbita ou ineficácia dos batimentos cardíacos. Uma das formas de fazer com que o sangue volte a circular pelo organismo e o ar entre nos pulmões é aplicar uma RCP (Ressuscitação Cardiopulmonar) de qualidade.

Imagem: google

De acordo com especialistas, a cada minuto que o coração está parado a perda celular é de cerca de 10%, ou seja, uma reanimação após dez minutos pode deixar sequelas irreversíveis. Sendo assim, para realizar uma RCP e aumentar as possibilidades em um salvamento, os profissionais de saúde e leigos devem receber treinamento específico. Vale ressaltar que qualquer ser humano, criança ou adulto, tem condições de realizar uma RCP de qualidade desde que este tenha recebido treinamento.

Segundo a American Heart Association (AHA), o reconhecimento e acionamento imediato do serviço médico de emergência são de suma importância em uma RCP. O profissional de saúde ou um indivíduo que tenha um mínimo de conhecimento para reconhecer uma PCR, deve avaliar a resposta, chamar o paciente pelo nome, avaliar a respiração e o pulso por 10 segundos, caso seja detectado ausência de resposta, respiração (ou gasping) e pulso, solicitar outro profissional, de forma clara e objetiva, que, acione a equipe médica, ligando 192 e que traga o DEA (desfibrilador externo automático) (AMERICAN HEART ASSOCIATION, 2015).

Apesar das dificuldades existentes em relação ao treinamento de RCP em leigos devido alguns materiais de difícil acesso, faz-se necessário iniciativas adequadas para a iniciação do treinamento básico em suporte à vida nas escolas, sendo de suma importância a contribuição de um profissional qualificado, por exemplo, que possa contribuir através de palestras iniciais com vídeos explicativos, com treinamentos práticos em suporte básico de vida (SBV) em grupos, com avaliações de habilidades de RCP no aprendizado individual, além do uso de manequins portáteis adequados para esse tipo de treinamento para que, desta forma, o público seja instruído desde cedo sobre como lidar com uma situação de PCR (BECK et al., 2016; LUKAS et al., 2016).

Pensando nisso, estamos trazendo o 1º curso de parada cardiorrespiratória e reanimação cardiopulmonar destinado ao público leigo e também para profissionais da saúde. 

Curso teórico e prático que vai ensinar tudo que você precisa saber, desde o reconhecimento, condutas importantes e como salvar vidas.

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