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Coluna Consciência negra

Mês da consciência negra: grandes escritores negros

Este artigo em especial pretende evidenciar o talento de alguns grandes escritores negros, e cuja obra também tiveram relevância social.

24/11/2021 13h59 Atualizada há 2 semanas
Por: Lidiane Lobão
Foto reprodução
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Pra celebrar o mês da consciência negra, nada melhor do que preparar uma seleção de escritores negros e seus livros. 

Este artigo em especial pretende evidenciar o talento de alguns grandes escritores negros, e cuja obra também tiveram relevância social.

Então vamos Lá!

Machado de Assis

Quem nunca ouviu falar desse escritor não é?

Se não agora, em algum momento durante seu percurso escolar.

Pra começar, você sabia que o escritor Machado de Assis foi negro?

Estudos recentes apontam para essa mais clara evidência sobre a imagem do autor após anos de polêmica sobre o assunto. Por muitos anos, o escritor foi retratado como branco, tendo sua cor de pele alterada em registros e ilustrações.

Atualmente, há um movimento para retratar a negritude do escritor.

O mesmo é considerado, por muitos, o maior nome da literatura brasileira em prosa. Escreveu para jornais, além de peças de teatro, romances, contos, crônicas e poesia. Foi o fundador da Academia Brasileira de Letras, existente até hoje.

Entre as maiores obras de Machado estão “Dom Casmurro”, particularmente o meu favorito.

Traiu ou não traiu?

Só lendo Dom Casmurro pra entender essa pergunta?

Carolina de Jesus

Conheci essa escritora através de clubes literários e grupos sobre autores e livros. Hoje tem se tornado para mim um exemplo de coragem e persistência como escritora negra.

A vida da escritora não foi nada fácil, Catadora de papel e moradora da favela do Canindé, em São Paulo, Carolina escreveu sobre suas vivências. A vida de catadora, as pessoas que moraram na favela, a fome, tristezas e, principalmente, a pobreza. 

Seu sonho e maior objetivo era ser publicada. E ela conseguiu. Seu livro “Quarto de despejo” foi e continua sendo um verdadeiro sucesso literário. 

“Eu vivo para o meu ideal”. Essa frase é da escritora Carolina Maria de Jesus e encaixa-se perfeitamente para descrevê-la. 

Maria Firmina dos Reis

Escritora, professora e ativista da educação, Maria Firmina dos Reis nasceu em 1822 em São Luís, no Maranhão.

A principal obra da escritora é Úrsula, considerado o primeiro romance abolicionista publicado em língua portuguesa por uma mulher. 

Na época da publicação, a obra foi assinada sob o pseudônimo de “Uma Maranhense”.

Ainda não li nada da escritora, mas o livro Úrsula esta na minha lista.

Conceição Evaristo

Uma das mais importantes vozes da literatura brasileira contemporânea, Conceição Evaristo é muitas vezes comparada a Carolina Maria de Jesus, tanto por sua história pessoal pelo fato de ter sido empregada doméstica até os 25 anos, como pela sua grande conquista, (hoje é doutora em Literatura Comparada).

A escrita de Conceição é marcada por temas relevantes no gênero, racismo e classe social, com uma forte crítica à opressão. 

“Olhos d’agua” é sua principal obra, lançado em 2014, a escritora reúne 15 contos que evidenciam a violência urbana que atinge as mulheres negras. Nas histórias, a autora expõe o cotidiano de mulheres que sofrem com a miséria e a exclusão social.

Aí você me pergunta, pra quê ler esses escritores?

Escritores negros brasileiros é uma forma de promover a diversidade na literatura.

Com o racismo em pauta na sociedade, ler essas obras é uma forma de compreender as opressões que a população negra sofre e permitir que pessoas negras sejam representadas na cultura.

Afinal, algumas das principais funções da literatura são justamente o de expandir horizontes, aprender sobre questões importantes e promover a igualdade. 

Então, que tal incluir escritores negros na sua estante a partir de agora? 

E aí, gostou das dicas?

Nos acompanhe para mais novidades sobre literatura.

Lidiane Lobão

Intagram: @lidianelobao

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Formando Leitores
Sobre Formando Leitores
Me chamo Lidiane Lobão, tenho 36 anos, sou escritora, tenhos dois livros publicados no gênero ficção científica. Sou estudante de Letras/ Português e membra da Academia de letras em Coroatá (ALAC). Venho aqui compartilhar nesta coluna minhas experiências literárias, informando sobre o mundo fantástico da literatura brasileira, e ajudando a incentivar nossas crianças e jovens a mergulhar nesse universo maravilhoso dos livros.