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Mundo Guerra na Ucrânia

Rússia alerta para risco 'real' de 3ª Guerra Mundial

Serguei Lavrov, chefe da diplomacia russa, afirmou que 'o perigo (de uma guerra mundial) é grave, é real, não pode ser subestimado'.

25/04/2022 23h02
Por: Redação Fonte: G1
Soldado ucraniano em cima de tanque russo em Kiev - Foto: Ronaldo Schemidt / AFP
Soldado ucraniano em cima de tanque russo em Kiev - Foto: Ronaldo Schemidt / AFP

A Rússia alertou nesta segunda-feira (25) para o risco real de uma Terceira Guerra Mundial, depois que autoridades do alto escalão americano visitaram a Ucrânia e garantiram que é possível ganhar o conflito com o "equipamento adequado".

Diante das sanções sem precedentes contra Moscou impostas pelos países ocidentais e o crescente apoio militar à Ucrânia, o chefe da diplomacia russa, Serguei Lavrov, alertou que "o perigo (de uma guerra mundial) é grave, é real, não pode ser subestimado".

Lavrov também acusou o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, de "fingir" negociar. "É um bom ator, mas se olhar com atenção e ler com cuidado o que ele diz, serão encontradas milhares de contradições", afirmou.

"A boa vontade tem limites, mas se não for recíproca, não contribui para o processo de negociações. Mas seguimos mantendo negociações com a equipe enviada por Zelensky", continuou Lavrov.

Desde o início da guerra, há mais de dois meses, Zelensky pede incessantemente aos aliados ocidentais o envio de armamento mais pesado para fazer frente à teórica superioridade militar da Rússia.

E os pedidos parecem fazer efeito. Vários países da Otan se comprometeram nos últimos dias a proporcionar armas pesadas e equipamentos para a Ucrânia, apesar dos protestos de Moscou.

Visita de autoridades americanas

Este apoio crescente ficou evidente com a visita no domingo a Kiev de dois funcionários do alto escalão americano, o chefe do Pentágono, Lloyd Austin, e o secretário de Estado, Antony Blinken, que se reuniram durante três horas com Zelensky.

"O primeiro passo para vencer é acreditar que você pode vencer. E eles acreditam que podem vencer", declarou Austin a um grupo de jornalistas depois da reunião. "Podem vencer se tiverem o equipamento certo, o apoio adequado", completou.

Em um discurso mais cedo, o presidente Zelensky afirmou que a vitória ucraniana era questão de tempo e que, "graças à coragem" do povo, a Ucrânia "é um verdadeiro símbolo da luta pela liberdade".

Durante a visita, Austin e Blinken anunciaram o envio de US$ 700 milhões em ajuda militar adicional, elevando o total do aporte americano dos Estados Unidos US$ para 3,4 bilhões.

"Queremos ver a Rússia enfraquecida ao ponto de não poder fazer o tipo de coisa que fez ao invadir a Rússia", afirmou Austin após voltar nesta segunda-feira à Polônia.

Somando-se a este apoio, o Reino Unido enviará uma "pequena quantidade" de lançadores de foguetes blindados antiaéreos Stormer, disse o ministro da Defesa.

Os Estados Unidos aproveitaram o encontro com Zelensky para anunciar a reabertura progressiva da embaixada americana em Kiev e a nomeação da atual embaixadora na Eslováquia, Bridget Brink, como chefe dessa missão, um posto vago desde 2019.

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