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Saúde Quase mil casos

Maranhão enfrenta falta de testes sorológicos para dengue, zika e chikungunya

Testes são fornecidos pelo Ministério da Saúde e estão em falta em outros estados. Ao g1, Secretaria de Estado da Saúde (SES) esclarece que estão sendo fornecidos testes RT-PCR para os pacientes.

24/05/2022 14h06
Por: Redação Fonte: G1 Maranhão
Mosquito Aedes aegypti é responsável por transmitir a dengue. — Foto: Reprdoução/EPTV
Mosquito Aedes aegypti é responsável por transmitir a dengue. — Foto: Reprdoução/EPTV

Em cinco meses, o Maranhão já registrou 923 casos de dengue, zika e Chikungunya. Os dados são do Boletim Epidemiológico de Arboviroses, da Secretaria de Estado da Saúde (SES), obtido pelo g1 nesta terça-feira (24).

Dos casos, 544 são de dengue, 374 casos de Chikungunya e cinco de Zika. Três pessoas morreram devido a complicações causadas pela dengue e uma outra por Chikungunya.

Ao g1, o governo do Maranhão informou que o estado está com falta de testes sorológicos, fornecidos pelo Ministério da Saúde. O problema também foi registrado em outros estados como a Bahia. Distrito Federal, Piauí, Rio Grande do Norte e São Paulo.

A Secretaria de Saúde informou que dispõe de testes do tipo RT-PCR de casos suspeitos da doença causadas por arboviroses. O critério para coleta é que aconteça entre o terceiro e o quinto dia de sintoma do paciente.

O que diz o ministério?

O Ministério da Saúde afirma que "nova remessa dos insumos está prevista para ser entregue até o mês de junho". Sobre a situação do testes nos estados, o Ministério da Saúde diz que atua "sem medir esforços", mas não detalha os impactos.

"Quanto à distribuição de testes, o Ministério da Saúde trabalha sem medir esforços para manter a rede de saúde abastecida com os testes diagnósticos de dengue, zika e chikungunya. Uma nova remessa dos insumos está prevista para ser entregue até o mês de junho. Já os testes moleculares da Fiocruz estão sendo entregues diretamente aos Lacens para reforçar o rastreamento da doença em todo o país", informou o governo em nota.

A pasta não detalha os motivos da escassez e nem os impactos dela no controle dos surtos, embora ao menos dois estados relacionem o problema a consequências de bloqueios por causa da pandemia na Ásia e consequências da Guerra na Ucrânia.

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