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Coluna Marketing News Today

Vale a pena investir em libra esterlina?

Moeda oficial do Reino Unido pode ser opção para proteger o patrimônio da instabilidade do mercado interno

25/05/2022 12h16 Atualizada há 1 mês
Por: Wagner Santos
Imagem: Freepik
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Diversificar a carteira de investimentos é a principal recomendação do mercado financeiro para proteger o patrimônio. Ao direcionar os recursos a diferentes ativos, o investidor consegue equilibrar o portefólio e diluir os riscos de perda. Em 2022, ano em que o Brasil enfrenta crise econômica e tem o cenário político ainda indefinido por conta das eleições, a aplicação em moeda estrangeira é a alternativa para a menor exposição à instabilidade do mercado interno.

De acordo com a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), a principal vantagem de ter uma parte dos recursos aplicada em investimentos no exterior é se expor a ativos e títulos que sofrem influências diferentes das brasileiras. Essa diversificação promove “um balanço adequado dos riscos, além de outras alternativas para o potencial ganho”.

Na hora de fazer esse tipo de investimento, a orientação é escolher uma moeda forte, como o dólar, o euro e a libra esterlina. Ainda segundo a Anbima, antes é preciso acompanhar a cotação, avaliar as projeções do mercado e estudar sobre os ativos disponíveis.

De olho na cotação

Os investimentos em dólar são mais conhecidos no Brasil, e a valorização da moeda norte-americana frente ao real tem sido acompanhada nos últimos anos. A cotação do dólar está em R$ 4,94, conforme apuração feita em 5 de maio. Mas outras opções se mostram vantajosas ao investidor, como no caso da libra esterlina.

A moeda oficial do Reino Unido, que abrange Inglaterra, Escócia, Irlanda do Norte, País de Gales e outros dez territórios britânicos ultramarinos, também está em alta. A libra hoje tem uma valorização maior do que o dólar diante do real. Em apuração feita também no dia 5 de maio, ela equivale a R$ 6,13.

Outra possibilidade para o investidor é o euro, moeda oficial da Zona do Euro, composta pela Alemanha, Áustria, Bélgica, Chipre, Eslováquia, Eslovênia, Espanha, Estônia, Finlândia, França, Grécia, Irlanda, Itália, Letônia, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Países Baixos e Portugal. Na mesma data de apuração, o euro mantinha uma cotação intermediária entre o dólar e a libra, correspondendo a R$ 5,23.

Como investir no exterior

O investimento em moeda estrangeira pode ser feito por meio da aquisição de títulos ou ativos. Conhecer as opções e pesquisar sobre as características — segurança, retorno financeiro e liquidez — de cada uma delas é aconselhável para definir qual ou quais são mais compatíveis com o perfil e os interesses do investidor.

Os bonds são títulos de dívida pública emitidos pelo governo ou por empresas privadas. Opções em renda fixa direcionadas a investidores com perfil mais conservador, são negociados em bolsas de valores internacionais ou no mercado de balcão.

Na renda variável, os investimentos no exterior incluem fundos, ações e brazilian depositary receipts (BDRs). Os fundos cambiais acompanham as variações das moedas e têm boa liquidez; já os multimercados direcionam os recursos para diferentes ativos, de acordo com a análise feita pelo gestor. A escolha pode ser mais conservadora, moderada ou arrojada, sendo necessária uma análise prévia do investidor antes de optar por esse tipo de investimento.

Os fundos de índice (ETFs) também são uma alternativa para investir no exterior. Para isso, é preciso observar a qual índice o rendimento está atrelado. Na Bolsa de Valores brasileira (B3) há opções de ETFs indexados aos índices internacionais, como o Standard and Poor’s 500 (S&P 500).

Investir em ações de companhias internacionais é outra forma de manter o patrimônio financeiro em uma moeda estrangeira e protegê-lo da instabilidade do mercado interno. Antes de fazer a aquisição, porém, é recomendável uma análise técnica dos balanços econômicos das empresas a fim de avaliar as oportunidades e os riscos do investimento.

Por fim, os BDRs são certificados lastreados em investimentos estrangeiros. A negociação é feita também na B3 e, na prática, o investidor não se torna titular de um ativo, mas detém um certificado com lastro em uma opção internacional, o que lhe confere o

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