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Jovem que nasceu com malformação recebe orelha feita com impressora 3D

Orelha foi impressa nos EUA usando uma tinta feita de colágeno e células colhidas da própria paciente para diminuir o risco de rejeição

03/06/2022 00h14
Por: Redação Fonte: Extra
A orelha da paciente antes e depois do transplante com tecnologia 3D Foto: Divulgação/3DBio Therapeutics
A orelha da paciente antes e depois do transplante com tecnologia 3D Foto: Divulgação/3DBio Therapeutics

Uma jovem de 20 anos que nasceu com a orelha direita pequena e deformada recebeu um implante de orelha impressa em 3D feito de suas próprias células, anunciou nesta quinta-feira (2/6) o fabricante responsável pela técnica inovadora. Especialistas disseram que o transplante, parte do primeiro ensaio clínico de uma aplicação médica bem-sucedida dessa tecnologia, foi um avanço impressionante no campo da engenharia de tecidos, contou reportagem do site "DNYUZ";

A nova orelha foi impressa em uma forma que combinava exatamente com a orelha esquerda da mulher, que não teve a identidade revelada, de acordo com a 3DBio Therapeutics, uma empresa de medicina regenerativa com sede no Queens, em Nova York (EUA). A nova orelha, transplantada em março, continuará a regenerar o tecido cartilaginoso, dando-lhe a aparência de uma orelha natural, declarou a empresa.

Como as células usadas no processo se originaram do próprio tecido da paciente, a nova orelha provavelmente não deverá ser rejeitada pelo corpo, disseram médicos e funcionários da empresa.

"É definitivamente um grande avanço", disse Adam Feinberg, professor de engenharia biomédica e ciência e engenharia de materiais da Universidade Carnegie Mellon. "Isso mostra que essa tecnologia não é mais um 'se', mas um 'quando'", acrescentou.

O especialista, que não tem relação com a 3DBio Therapeutics, é cofundador da FluidForm, uma empresa de medicina regenerativa que também usa impressão 3D.

Os resultados da cirurgia reconstrutiva da mulher foram anunciados pelo 3DBio em um comunicado à imprensa. Citando preocupações de propriedade, a empresa não divulgou publicamente os detalhes técnicos do processo, dificultando a avaliação de especialistas externos. A empresa disse que os reguladores federais revisaram o projeto do teste e estabeleceram padrões rígidos de fabricação, e que os dados seriam publicados em uma revista médica quando o estudo estiver concluído.

Os testes da empresa seguem em andamento, com outros 11 pacientes.

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