
Antes de ser encontrada morta com tiro na cabeça em São Paulo, Gisele Alves Santana, 32 anos, chegou a pedir para o pai tirá-la da casa onde vivia com o tenente-coronel Geraldo Leite seu marido. O oficial afirma tê-la encontrado morta dentro da residência dos dois, mas familiares afirmaram à polícia que Gisele estava em um relacionamento abusivo com Geraldo, o que levanta suspeita sobre ele. Com informações do Correio 24 Horas.
Segundo relato de parentes ao Fantástico, por conta dos problemas no casamento, a vítima teria comunicado ao tenente-coronel e à família iria pedir o divórcio. Ela, inclusive, chegou a fazer uma ligação para o pai pedindo que ele fosse buscá-la na residência do casal. "Pai, vem me buscar porque eu não aguento mais, não suporto mais essa pressão aqui", teria dito ela dias antes de morrer.
A pressão, de acordo com familiares, seria feita por Geraldo. Os familiares indicam que o tenente-coronel chegou a enviar um vídeo ameaçador para a soldado.
Os relatos não param por aí. Ainda segundo familiares, a filha de 7 anos de Gisele, que é de um relacionamento anterior, chegou a presenciar atos de violência psicológica de Geraldo e não queria voltar para a casa onde o problema acontecia. Todas as ações teriam sido registradas depois do casamento, quando a família percebeu uma mudança clara de comportamento do tenente-coronel em relação à vítima.
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A mãe da policial militar afirmou à polícia que a filha vivia um relacionamento marcado por conflitos constantes e comportamento abusivo por parte do marido. De acordo com ela, o oficial proibia o uso de batom, salto alto e perfume, além de exigir rigor no cumprimento de tarefas domésticas.