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Bombeiro chora ao salvar menino de 4 anos de afogamento no litoral de SP

Bombeiro chora ao salvar menino de 4 anos de afogamento no litoral de SP

Imagem em o cabo enxuga as lágrimas após o resgate foi compartilhado nas redes sociais, viralizando e emocionando internautas.


15/09/20 01:18 - Atualizado em 16/09/20 21:37

Cabo do Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar), Joel Júnior Silva Lemos ficou comovido ao salvar um menino de quatro anos que se afogava na Praia das Astúrias, na sexta-feira (11), em Guarujá, no litoral sul de São Paulo.

Um registro do momento em que o cabo enxuga as lágrimas após o resgate foi compartilhado nas redes sociais, viralizando e emocionando internautas.

Os bombeiros faziam a manutenção de uma moto aquática na faixa de areia quando avistaram um grupo de pessoas em afogamento no mar. Até então, os profissionais não tinham conhecimento de que havia crianças entre os acidentados. Acompanhado de outros colegas, Lemos realizou o salvamento com o auxílio de um quadriciclo. Outros dois bombeiros o acompanharam a pé.

"Quando a gente se aproximou, percebemos que se tratava de uma criança. Me emocionou porque eu tenho um filho de três anos, Miguel. A criança era tão pequena que não cabia no nosso flutuador. Aí eu falei: 'Venha aqui com o tio'. Ele falou: 'Tio, eu estou com muito medo'. Exatamente da forma que meu filho fala. Daí eu me emocionei e vim trazendo ele. Na foto, ele está como se fosse meu filho mesmo, porque foi muito forte a emoção", recordou Lemos.

O garoto que aparece na fotografia estava acompanhado de duas garotas, de 10 e 18 anos, e de um adolescente de 13. Eles eram da mesma família, de Jundiaí, e aproveitavam a praia do Guarujá. Todos foram resgatados e liberados.

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Após a ocorrência, a família foi orientada pelos oficiais da corporação sobre os cuidados necessários com crianças no mar: é necessário monitorar meninos e meninas a todo instante em passeios à praia.

Questionado, Lemos se diz surpreso com a repercussão da imagem, que ele mesmo compartilhou nas redes sociais: ""Eu fiquei emocionado na hora, porque quando eu vi a criança, me recordou o meu filho. Senti indignação também. A que ponto nós, seres humanos, chegamos. Deixar uma criança a mercê do mar, que é tão perigoso. E de final, fiquei emocionado de saber que deu tudo certo. Graças a Deus, a gente chegou a tempo e o pior não aconteceu", celebra.



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