Maranhão

Polícia Civil encaminha relatório à PF sobre ataques a índios no Maranhão

Polícia Civil encaminha relatório à PF sobre ataques a índios no Maranhão

Polícia Civil disse que repassou as informações do caso para a equipe da Polícia Federal que está em Barra do Corda desde sábado; até o momento ninguém foi preso.


09/12/19 01:55 - Atualizado em 09/12/19 02:11

A Polícia Civil do Maranhão começou a repassar para a Polícia Federal o material levantado no local do atentado a índios da etnia Guajajara, em Jenipapo dos Vieiras, distante 506 km de São Luís. No ataque, dois caciques morreram e outros dois índios ficaram feridos. Segundo o superintendente de Polícia Civil do Interior (SPCI), Guilherme Campelo, uma equipe da PF já está em Barra do Corda trabalhando no caso.

"Realizamos os primeiros levantamentos e requisição de perícia, bem como apreensão de uma motocicleta, que estava em um dos locais de crime com um projétil alojado nela e foi recolhida para perícia. Produzimos um relatório e repassamos à PF, que já chegou em Barra do Corda com uma equipe", disse Guilherme Campelo.

Por meio de nota, a Polícia Federal confirmou que uma equipe foi deslocada para o local ainda no sábado e que "um inquérito policial foi instaurado para apurar os crimes e suas circunstâncias".

Em um vídeo que circulou nas redes sociais minutos depois do ataque (veja acima), o indígena Nelsi Guajajara contou que foi surpreendido por um veículo de cor branca que disparou diversas vezes contra a motocicleta onde ele e Firmino Guajajara estavam.

Antes de a Polícia Federal chegar ao local, as polícias Civil e Militar fizeram buscas pela área e regiões próximas, mas até o momento ninguém foi preso. A ação criminosa terminou com a morte dos caciques Firmino Silvino Guajajara e Raimundo Bernice Guajajara. Outros dois índios ficaram feridos, entre eles Nelsi Guajajara.

Além da Polícia Federal, a Força Nacional pode ser encaminhada para a região, de acordo com o que divulgou em uma rede social o ministro da Justiça, Sérgio Moro.

Segundo Guaraci Mendes, coordenador da Fundação Nacional do Índio em Imperatriz (Funai), o crime pode ter relação com os constantes assaltos registrados no trecho da BR-226.

"Pessoas mal intencionadas se aproveitam da má preservação da BR dentro do território (indígena) para cometer ilícitos. Aproveitam também a falta de policiamento. Então isso (assaltos) acaba se associando à imagem dos indígenas, e por conta disso eles (índios) vinham recebendo ameaças", disse Guaraci Mendes.



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