Família

Uma lição de amor que transformou uma vida

Uma lição de amor que transformou uma vida

Seu Edvaldo dos Santos levava uma vida desregada, até conhecer Thallyson.


08/07/19 16:42 - Atualizado em 08/07/19 16:44

Por: Patrícia Cunha/ O Imparcial

Ele tinha apenas 10 anos quando começou a beber. Quase não estudou, passava semanas fora do ar, ficava fora de si. Foram muitos anos assim. Mal sabia ele que de uma forma inimaginável ele teria que mudar de vida. Seu Edvaldo dos Santos, 51 anos, leva uma vida cheia de dificuldades em uma casa simples no Parque Jair. Mas é lá que ele e o filho Thallyson, de 20 anos, vivem. E é de lá que sai essa história de amor entre pai e filho.

Capítulo 1: O encontro com Thallyson

Seu Edvaldo vivia uma vida desregrada. Bebia muito, quase não parava nos empregos, era violento, andava armado e procurava confusão por tudo, com todos e por qualquer coisa. “Eu chegava a pisar no pé da pessoa de propósito só pra ela reclamar e eu brigar. Procurava briga à toa. Queria brigar, matar. Era muito violento. Era outra pessoa. No interior a gente começa a beber muito cedo”, lembra.

Foi há 20 anos que ele presenciou a luta de uma prima que estava grávida. Seu parto demorou mais do que o normal. O bebê nasceu, mas Elisângela faleceu. Por causa das complicações do parto, Thallyson nasceu com problemas neurológicos, que depois desencadearam uma tetraplegia. Com isso, o pai o rejeitou. Com a mãe morta e o pai ausente, Edvaldo se viu tentado a cuidar de Thallyson. “O pessoal dizia: ‘Edvaldo tu é doido, como é que tu vai cuidar de uma criança doente? Tu não vai conseguir’. Mas eu tinha que cuidar né, eu ia abandonar a criança? Eu era bem de situação e não tinha quem cuidasse dele. Aí eu falei com a minha esposa para a gente criar ele. Ela não gostou muito não, mas aceitou porque a situação era grave”, contou.

O fato é que a esposa de seu Edvaldo não suportou por muito tempo aquela situação e o largou. “Foram vários motivos. Tinha situação financeira, a bebida, as brigas, o cuidado que tinha que ter com o Thallyson que sempre foi desse jeito, não anda, não fala…”, disse.

O pessoal dizia: ‘Edvaldo tu é doido, como é que tu vai cuidar de uma criança doente? Tu não vai conseguir’

Capítulo 2: A mudança de vida

Foi aí que ele percebeu que precisava mudar de vida, mas não sabia como. Os amigos, as pessoas próximas, a família, todos falavam que ele precisava parar de beber, que se ele não parasse ia morrer, ou que ele até mesmo poderia ser preso, e o Thallyson ia ficar sozinho.

Ele tinha consciência que tinha que mudar, por si mesmo, mas também pelo Thallyson que precisava de sua assistência. “Eu morava na Fialho (Vila) na época e as pessoas queriam me ajudar, mas eu todo tempo com ignorância sem conseguir parar. Foi aí que eu procurei um pastor e pedi que ele me ajudasse, pedi ajuda para largar a bebida. E aí eu aceitei Jesus, sou evangélico e tenho outra vida”, contou.

Há 4 anos ele teve que deixar o emprego em uma sorveteria para cuidar do Thallyson, que precisa de assistência integral. Agora, seu Edvaldo e Thallyson vivem do benefício que ele recebe. “Mas eu trabalhava direitinho. Quando precisava sair pedia para um vizinho, ou alguém da família ficar com ele pra mim, mas só que nos últimos anos ficou mais difícil. E só com o que ele recebe às vezes não dá, porque tem remédio, fralda”, lamenta.

Seu Edvaldo contou que muitas pessoas já entraram em contato para ajudar com doações de alimentos, artigos de higiene, fraldas, e até em dinheiro que ele precisa juntar para fazer um banheiro adequado. “A casa é muito simples, foi construída com muito esforço, mas precisa de muitos reparos, um banheiro decente, porque o que temos lá é improvisado que possa dar banho nele direitinho.., e assim a gente vai levando a vida”.

Toda ajuda é bem vinda

Thallyson é cadeirante e depende de outra pessoa para tudo. Seu Edvaldo vive para ele, em função dele. “É uma dedicação que nunca imaginei. E ele é todo tempo assim, sorrindo. Muito amor. Graças a ele eu parei de beber, aceitei Jesus e levo uma vida boa. Antes a minha vida era muito louca. Nem eu me aguentava. Não tinha hora pra comer, beber. Se não fosse o Thallyson, hoje eu nem estaria conversando com você em plena dez horas da manhã. O Thallyson mudou tudo”, contou.

Se alguém se dispuser a ajudar, os dados bancários de seu Edvaldo são: Caixa Econômica Federal; Agência 027; Operação 013 – conta 00008268-2. Edvaldo dos Santos, CPF – 550676543-68.



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